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Teste ergométrico auxilia no diagnóstico de doenças cardíacas; saiba quando fazer

O teste ergométrico, conhecido também como teste de esforço, tem por objetivo medir o ritmo cardíaco, a pressão arterial e outras características cardiológicas do paciente. O exame é oferecido pelo Mello Centro de Diagnóstico e é realizado por meio de esforço físico que cresce gradualmente ao caminhar e correr em uma esteira.

Durante o exercício, os sintomas são acompanhados de um eletrocardiograma, que registra em computador o funcionamento do coração durante o exame. O teste de esforço deve ser realizado em clínicas apropriadas com profissionais treinados. O paciente precisa vestir roupas leves e tênis. Além disso, é necessário possuir equipamentos básicos de primeiros socorros em caso de alguma anormalidade durante o exame.

Para que serve?

O teste ergométrico permite diagnosticar anormalidades cardíacas, como alteração da capacidade respiratória, doença arterial coronariana e também arritmias cardíacas, isquemia miocárdica e problemas de pressão arterial. Além disso, o exame também pode identificar sinais de falência ventricular e surgimento de sopros. Em casos mais comuns, o teste auxilia na prescrição de exercícios físicos para os pacientes.

Quem pode fazer o exame?

“É indicado para pacientes com suspeita de problemas no funcionamento cardíaco ou na capacidade cardiorrespiratória. Tanto pessoas comuns que apenas precisam avaliar seu condicionamento físico como atletas devem realizar o teste ergométrico antes de começar ou mudar de atividade física”, explica o Dr. Jeangeorge Eftimié, do Mello Centro de Diagnostico.

Além disso, é extremamente recomendado que a pessoa que sofreu de infarto do miocárdio, foi submetida a angioplastia ou ponte de safena ou utilize marcapasso artificial, realize o exame antes de voltar a praticar atividades físicas vigorosas.

O teste ergométrico é contraindicado para portadores de doença arterial coronariana já diagnosticada ou que apresentem arritmias, miocardites ou pericaritesagudas, hipertensão arterial grave, estenose aórtica, embolia pulmonar e lesão do tronco da coronária esquerda, pois aumentam o risco de intercorrências durante o exame. Grávidas também não devem ser submetidas ao teste, pois é necessária a realização de muito esforço.

Para realizar o exame, alguns cuidados devem ser tomados:

– Realizar uma alimentação leve até 2h que antecedem o exame.

– Nas 2 horas que antecedem o paciente não deve: fumar, tomar cafeína (café preto), refrigerantes e chá.

– É obrigatório acompanhante responsável legal para paciente com até 17 anos, 11 meses e 29 dias.

– Vestir roupas confortáveis:

Homens: calça de moletom ou bermuda, camiseta e tênis

Mulheres: calça de moletom ou bermuda ou calça legging, camiseta e top e tênis.

– Em alguns casos, em homens, é necessário raspar os pelos da região do tórax para fixação dos eletrodos, porém, é avaliado no ato do exame.

– O cliente deve apresentar exames cardiológicos realizados nos últimos doze meses.

– Caso faça uso de medicamentos, não é necessário suspender. Neste caso, informar medicamentos em uso na abertura de ficha.

O exame não pode ser realizado nos seguintes casos:

– Pacientes em estado febril ou processo infeccioso.

– Mulheres durante a menstruação ou gravidez.

Como é realizado o exame?

Após a preparação, eletrodos são alocados no tórax do paciente, desta forma o eletrocardiograma será registrado durante o teste. Depois, o paciente começa a praticar exercício em uma esteira rolante.

A intensidade do movimento vai aumentando gradativamente até o máximo de cada paciente e então são desacelerados aos poucos. Caso o paciente tenha muita dificuldade e apresente cansaço, sintomas de problemas cardiovasculares ou alterações do ritmo cardíaco, o teste ergométrico deve ser interrompido.

A duração do exame varia de de quinze a trinta minutos, dependendo do protocolo escolhido para cada paciente, mas pode ser finalizado antes em caso de aparecimento de sintomas graves. Entre as complicações menos graves, o paciente pode apresentar dispneia e tontura e, em casos raros, até parada cardíaca.

O profissional deve medir a pressão arterial do pacienta antes e depois da realização do exame, na fase de recuperação do paciente.  A eficácia do teste varia de 70 a 80% dos casos e pode apresentar resultado “falso-negativo” ou “falso-positivo” em alguns casos.

Nas 72 horas seguintes ao exame, o paciente não deve expor o tórax ao sol para evitar a irritação da pele, que pode surgir por causa do uso do gel dos eletrodos.

Para um diagnóstico ainda mais preciso de doenças cardíacas, o teste deve ser acompanhado de outros exames como ecocardiograma de estresse, espirometria e cintilografia cardíaca de esforço.